O Ciclo da Realidade

Algumas pessoas dizem que vão mudar, que vão emagrecer e emagrecem, dizem “vou fazer deita” e fazem, dizem “vou montar uma empresa”, e montam.

Outras pessoas, parece que não importa o que elas fazem… a coisa não acontece. Ou elas procrastinam, ou elas tentam e não dá certo.

Isso me chama muita atenção: porque algumas pessoas com as mesmas condições de outras não mudam, uma consegue e a outra não, umas são felizes e outras não?

Eu venho estudando muito isso nos últimos anos.

Tem uma tropa de elite da marinha americana que os participantes passam por um exercício bem difícil pra poder entrar pra corporação. Dos 140 que começam, só 36, na média, conseguem completar.

Quem consegue completar não é o mais marombado, o mais forte. Quem consegue completar o exercício e entrar pra essa tropa de elite são aqueles que mais dominam os seus medos, aqueles que mais dominam e vencem a sua batalha interior. 

Eu entendi que a maior batalhas que todos nós precisamos vencer é aquela que acontece dentro da gente.

Índice de domínio interior

Vamos considerar o IDI (índice de domínio interior). Numa escala de 0 a 10. A pessoa que tem o IDI 0 é aquela que perde a sua batalha interior, quanto mais próxima do 10, ela vence mais a sua batalha interior.

Acredite ou não: todos nós, todos os dias das nossas vidas a gente luta várias batalhas interiores.

Algumas são mais simples, outras são mais complexas.

A gente acorda, olha pro armário e pensa: “caramba, estou sem roupa”. Isso mesmo quando o guarda roupa está lotado de roupa. Isso é uma batalha interior.

Existem outras maiores: “Será que eu vou conseguir falar durante a palastra que vou dar?”

Outras muito maiores: “Será que eu estou doente?”. “Será que vou conseguir vencer essa doença?”

Independente do “tamanho” todas são batalhas interiores.

Agora, sabe qual é o mais incrível?

Quando você vence a sua batalha interior, você percebe que no exterior elas sequer existem mais. Elas deixam de existir.

Existe uma lógica que a gente CRIA a nossa própria realidade. 

O que eu vejo → Eu crio.

É muito forte isso. Não é o que existe no mundo que eu vejo. É o que eu vejo que passa a existir no mundo.

Todas as vezes que a gente começa uma frase a gente na verdade deveria começar assim: no meu mundo é assim.

Se eu te perguntar: completa a frase, homem é tudo ____________

No seu mundo homem pode ser: tudo igual, pra outra pessoa pode significar algo completamente diferente.

O mundo que eu crio pra mim é o mundo que eu SOU. O que eu SOU determina o que eu FAÇO . O que eu FAÇO determina o que eu TENHO.

Imagine o cara que no mundo dele ele pensa assim: aqui na minha empresa só é promovido quem puxa o saco do chefe. 

Daí chega num dia que o chefe fala assim: deu ruim aqui no trabalho, quem pode ficar até depois das 7?

Como no mundo daquele cara ele não vai ter aumento, não vai ser promovido porque ele não puxa o saco do chefe, ele responde: poxa, hoje eu não posso, se fosse amanhã sim, mas hoje eu não posso (sendo que ele não ia fazer nada durante aquele dia).

Chega na hora do aumento, da promoção, o chefe pega a lista de pessoas, vê o nome dele e pensa: “esse é o cara que nunca pode ficar”.

E aí não dá aumento pra ele, não o promove.

O que aconteceu?

Ele teve o que ele viu lá trás. Quanto mais ele TEM, mais ele VÊ. Quanto mais ele VÊ, mais ele CRIA e mais ele, mais ele FAZ, mais ele TÊM. E esse é o ciclo da realidade.

Esse é o ciclo da realidade do profissional que não é evoluído, que não tem promoção, que não dá certo, que é demitido.

O Ciclo da Realidade na Vida Pessoal

Marido e mulher. Vou falar da mulher como homem, mas podia ser o contrário: 

O cara chega em casa com 1 hora e 20 de atraso. O celular dele acabou a bateria, ele ficou preso no trânsito do ônibus.

A mulher chegou um pouco mais cedo do trabalho, ligava pra ele e dava fora de área. Ela pensa, “já sei… ele tá me traindo”.

O que acontece? No MUNDO DELA ela é uma mulher traída (mas ele só está preso no trânsito).

Quando ele chega em casa ela É uma mulher traída (no mundo dela). Quando ele chega em casa, o que ele encontra? Uma mulher traída. Que faz coisas de mulher traída. 

Mulher traída fala assim?

“Amor, cheguei mais cedo do trabalho hoje, eu esquentei sua comida, tá aqui quentinha. Toma um banho. Vamos assistir ali uma série.

Ou assim?

“Se quiser a comida tá lá. Esquenta se você quiser, eu vou dormir mais cedo hoje porque eu não tô de bom humor”.

Mulher traída faz coisas de mulher traída, faz sentido pra você?

E aí o que acontece?

Numa outra vez ele tá no trânsito de novo e pensa:

Quer saber… o transito tá horrível hoje, vou ficar mais 2 horas no trabalho pra deixar passar o tempo. Eu vou pra casa e vou encontrar minha mulher extressada… (poderia ser o contrário essa história).

Ele fica no trabalho mais 2 horas. Aí na terceira vez que ele faz isso um amigo dele fala: “bora tomar uma cerveja?”.

Ele aceita e na 4ª cerveja aquela amiga do trabalho que ele nunca olhou ganha um embelezamento momentâneo impressionante e ele trái.

Eu não estou defendendo, não. Só estou constatando um fato.

Aí quando ele trái, a mulher TÊM o que ela VIU.

E ela termina o relacionamento, começa um outro relacionamento, e no mundo dela homem é tudo… (igual)

Entende, isso?

A gente cria realidades organicamente em nós mesmos.

Um estudo científico sobre isso

Olha as conclusões desse estudo.

Foi feito um experimento com 13 jovens alérgicos. Eles tinham alergia a uma ortiga venenosas, uma planta.

Vendaram os 13 jovens e esfregaram no braço direito dele uma planta e falaram: “vou esfregar em você a planta venenosa”.  

Dos 13 alérgicos, os 13 tiveram alergia (vermelhidão, coceira, bolha).

Depois disseram: ”agora vou esfregar no outro braço, uma planta NÃO venenosa”.

2 dele tiveram reações alérgicas.

Sabe qual foi o mais impressionante esse estudo?

A planta que disseram que era venenosa na verdade NÃO era, mas mesmo assim TODOS eles apresentaram reações alérgicas.

Já a planta que esfregaram e disseram que NÃO era venenosa ERA a VENENOSA e apenas 2 dos 13 apresentaram reações alérgicas.

O corpo dele gerou ORGANICAMENTE o que ele VIRAM.

“Geronimo, mas aí o cara está parado na rua, vem um ônibus e atropela ele. Ele perde os movimentos da perna… não foi ele que criou”.   

Mudando o futuro

A gente não pode mudar o passado. Mas a gente pode mudar o que vai acontecer dali pra frente.

Veja essa entrevista que fiz durante o WA com o FERNANDO FERNANDES que mudou a sua realidade depois de um acidente.

Uma pessoa que foi atropelada não pode mudar o passado, mas pode mudar o que vai acontecer dali pra frente.

O que a pessoa vai VER é o que vai determinar o que ela vai TER.

Isso é bíblico.

“Assim como você pensa na sua alma, assim você é”. Provérbios 23.7


Quero finalizar um uma breve história de quando eu fui num brinquedo (trem fantasma) com minha filha Carol:

Ela agarrou no meu braço quando estávamos no brinquedo e disse, “papai eu estou com medo”.

Eu disse pra ela assim: “filha, você pode escolher sentir o que você quer sentir. O que você escolhe sentir?”.

Ela falou: eu escolho sentir que é tudo maluco (ela acha maluco legal).

Eu disse: “então vamos ver como tudo é maluco?”. 

E ela começou: “olha papai, que maluco aquela bruxa sem cabeça! Olha que maluco aquele monstro ali, sangrando sem perna!”.

Ela não perdeu o medo. Mas ela me soltou e passou a fazer coisas diferentes. Porque no mundo dela, naquele momento em diante o trem fantasma não era mais assustador, era maluco.

Um dia todos nós vamos viver de histórias. De que histórias você quer viver?

A história que você vai contar lá na frente é a história que você está construindo não hoje, mas AGORA.

Você é quem escolhe VER o que VOCÊ quer TER.

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